|
| |
|
| |

|
| |
| |
Setting Musicoterápico: da caixa de música ao instrumento musical.Gisele Célia Furusava
 |
Ao configurar o setting musicoterápico, o musicoterapeuta seleciona instrumentos e/ou objetos sonoros que observa e considera importante para o desenvolvimento de seu trabalho criando, assim, uma caixa de música ao seu paciente.
Essa caixa de música é uma espécie de personificação do gesto mental do musicoterapeuta que, guiado por seu pensar clínico (conhecimento musicoterápicos, dados da patologia e mapeamento sonoro-biográfico) transforma o espaço que será atualizado por gestos. |
O paciente experimenta os sons (aspectos acústicos da sala, silêncios, possibilidades sonoras dos instrumentos e de seu próprio corpo) ganhando mais segurança e, conseqüentemente, liberdade para explorar sonoramente as questões que surgem através de suas percepções e sensações. Desta forma, as sonoridades observadas são transformadas, ganhando um novo sentido e possibilitando a criação de um outro setting.
O processo musicoterápico e criativo se desenvolve e adquire mais autonomia possibilitando, cada vez mais, que o setting deixe de ser uma caixa de música para se transformar num instrumento musical que será composto, inclusive, pelo musicoterapeuta e pelo paciente.
Gisele Célia Furusava, musicoterapeuta, psicoterapeuta corporal neo-reichiana, formanda em análise bioenergética.
* Palestra proferida durante o V Fórum Paulista de Musicoterapia com o título "A Criação do e no Setting Musicoterápico", organizado pela APEMESP (Associação de Profissionais e Estudantes de Musicoterapia do Estado de São Paulo). Publicação nos anais do evento em 2003. Resumo do Livro "Setting Musicoterápico: da caixa de música ao instrumento musical" de Gisele Célia Furusava (Ed. Apontamentos, 2003).
|
|
| |
|