Breve histórico da Musicoterapia

Gisele Furusava*

 

 

         A relação entre música, magia, religião e cura sempre existiu por isso encontramos relatos antigos que apresentam a música possibilitando a cura de alguns males.

        

Tendo como objetivo melhorar e/ou desenvolver as potencialidades do indivíduo, a Musicoterapia surgiu oficialmente, enquanto ciência, durante a Segunda Guerra Mundial, quando a música passou a ser utilizada cientificamente e com fins terapêuticos na reabilitação e recuperação dos soldados feridos.

 

         O primeiro plano de estudos dos efeitos terapêuticos da música (como e porque eram alcançados) foi elaborado em 1944, em Michigam (EUA). Em 1950 foi fundada a Associação Nacional para Terapia Musical nos Estados Unidos e em 1968, na Argentina, houve a Primeira Jornada Latino-Americana de Musicoterapia.

 

         No Brasil, os cursos realizados com esse fim foram fundados em 1971, no Paraná e Rio de Janeiro e em 1980 a Universidade Federal do Rio de Janeiro iniciou a Prática Clínica da Musicoterapia, uma carreira de nível superior (graduação ou pós-graduação) que é reconhecida pelo Conselho Federal de Educação desde 1978 através do parecer 829/78.

 

         De um modo geral, podemos dizer que o maior campo de atuação vem sendo as áreas ligadas à educação, deficiência e saúde mental, neurologia e, atualmente, a área hospitalar e pesquisas.

 

         Os locais de atuação do Musicoterapeuta são variados (instituições, clínicas e consultórios particulares, indústrias e empresas, hospitais, comunidades, escolas, etc...) podendo ser desenvolvido um trabalho clínico ou investigativo voltado a um único cliente ou grupo.

 

         Na área clínica podemos encontrar o trabalho preventivo, caracterizado por pessoas normais que se submetem ao processo visando autoconhecimento e/ou a melhora da qualidade de vida; e os tratamentos, quando o trabalho é desenvolvido com a finalidade de auxiliar pessoas portadoras de necessidades especiais.

 

         Já no trabalho investigativo, encontramos as pesquisas, onde musicoterapeutas mostram, cada vez mais, a eficácia da musicoterapia em seus diversos aspectos.

 

 

Bibliografia:

ALVIN, J. Musicoterapia. Buenos Aires: Paidós, 1967.

BARANOW, A. L. von. Musicoterapia: uma visão geral. Rio de Janeiro: Enelivros, 1999.

LEINIG, C. E. Tratado de Musicoterapia. São Paulo: Setta, 1977.

 

* Gisele Furusava (APEMESP 154), Musicoterapeuta, Psicoterapeuta Corporal Neo-Reichiana, Extensão em Psicossomática e Psicooncologia. Docente do Curso de Graduação em Musicoterapia da Faculdade Paulista de Artes, Autora do Livro “Setting Musicoterápico: da caixa de música ao instrumento musical”, Ed. Apontamentos (2003), Presidente da APEMESP (Associação de Profissionais e Estudantes de Musicoterapia do Estado de São Paulo) durante a gestão 2004/06.